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Maquiavel - O príncipe

quarta-feira, 12 de março de 2008

Olá a todos, venho por meio deste texto, colocar minha opinião introdutória sobre o texto “O príncipe” de Maquiavel, lembro a todos que o se seguirá abaixo é apenas um breve entendimento, em linhas bem gerais sobre a obra.

Maquiavel relata em seu texto “O Príncipe” a seguinte questão: como aquele que governa deve agir. E enumera através de vários capítulos o que o príncipe precisa fazer para que seu poder não seja ameaçado por ninguém. Quando digo, porém que Maquiavel relata o texto, não quero dizer que ele criou um sistema novo, pois os governantes já faziam há tempo o que ele descreveu em linhas, Maquiavel apenas transcreveu o que via e por fim acrescentou algumas coisas em uma determinada ordem de como as coisas devem ser feitas para que o príncipe alcance sucesso em sua empreitada no poder. Além de separar o texto por capítulos que mostra como se manter no poder.
Maquiavel separa a política dentro do homem mostrando que não podemos avaliá-lo como um todo, o homem público por vezes há de tomar atitudes ríspidas enquanto que como cidadão e cristão a mesma atitude talvez fosse recriminada. Pois bem, a política na visão de Maquiavel não é necessariamente moral ou imoral, primeiro por que a política não deve estar subordinada a moral pelo fato de que a mesma determina preceitos sobre o que é bem e o que é o mal, a moral cristã vai condenar aquilo que for feito e que não for bem visto pela igreja e pelo conceito que a sociedade possuí de “fazer o bem”. O governante não pode ter uma postura dessas no comando de seu governo porque poderia facilmente perder o controle da situação e inevitavelmente o príncipe haveria de perder o comando. O governante, portanto separa a política de sua moral cristã por que a política não se faz apenas agindo moralmente ou em outras palavras agindo bem. O príncipe tem que tomar decisões que façam bem para seu reinado, decisões que não ameacem o seu governo, às vezes o mal terá que ser feito para que a manutenção do principado seja mantida e este mal que vós digo só é mal para a moral cristã, pois para a política os conceitos de bem e mal são substituídos por agir corretamente e não agir corretamente, por vezes o que chamamos de mal pode significar uma benfeitoria para o governo, pode significar uma vitória em uma batalha, pode significar que o príncipe agiu corretamente.
Maquiavel ainda descreve no texto - “O príncipe” – dois conceitos chaves e essenciais para que o príncipe consiga se manter no poder estes conceitos são a virtú e a fortuna. A virtú é saber administrar o poder, saber tomar as decisões corretas para que o povo se sinta seguro em relação àquela pessoa que esta no comando do governo, a virtú é a vontade dirigida a determinado objetivo enquanto que a fortuna (sorte) pode ser boa ou má, no meu entendimento o essencial para que se tenha um governo sólido é a virtú pois como eu disse anteriormente a fortuna pode ser boa ou má, trazendo ao príncipe vantagens ou desvantagens. O que importa realmente em minha opinião é o príncipe possuir virtú é o principio básico para se governar.
O príncipe sempre tem que estar com o povo ao seu lado, vejo que o que está proposto aparentemente é um discurso onde mostra como o príncipe deve agir para que se tenha um bom governo, mostra também os discernimentos da política e de como um homem público deve agir, não seguindo preceitos morais e cristãos e sim agindo de forma perspicaz e eficiente mantendo desta forma um equilíbrio, criando condições de manter o povo sob controle e desta forma criar uma ordem estável para as coisas.
Percebi também que a noção de justiça, de se fazer o que é justo, não é bem vinda na obra de Maquiavel, se o príncipe agir de forma justa, corre grande risco de se perder durante o governo, pois ser justo pode ser em alguns casos, quebrar regras de conduta, deixar de punir, deixar que o povo tome decisões e isso para o príncipe não é nada viável.
Por fim, o príncipe me faz lembrar a política do pão e circo utilizada pelos romanos. Dêem pão e circo para o povo, isso preenche o tempo ocioso deles, além de dar a falsa impressão de que o governo está ao lado do povo, o que nem sempre é feito. Com efeito, Maquiavel como já disse anteriormente não criou um sistema político, o mesmo já existia e sempre foi praticado pelos governantes, e isto me faz pensar na seguinte pergunta: “O príncipe” foi escrito para o príncipe (mesmo ele (Maquiavel) sabendo que o mesmo já sabia como governar seu principado ou republica) ou “O Príncipe” foi escrito para que o povo entendesse como são manipulados e enganados pelo principado? Sobre está questão, eu suspendo o juízo.

espero que ajude.
Um abraço.