Tema: ‘Poemas’

Poema Octogenário

quinta-feira, 14 de agosto de 2008

Poema Octogenário

No final eu sei que não estarei aqui
Não estarei presente para contar as histórias que sei de mim…
Não estarei ao seu lado, nem ao lado de ninguém,
Um dia vou rever aqueles que amo,
Um dia beijarei meu pai,
E de mim restará apenas,
A lembrança de que um dia estive entre sorrisos e abraços,
A vontade de sempre estar ao lado de quem ao meu lado sempre esteve
E a agonia de partir sem dizer adeus.
Mas não chorem as dores quando eu não estiver mais aqui
Lembrem da alegria, das piadas, das risadas
E lembrem que quando eu não estiver mais aqui.
É que eternamente, ao teu lado estarei…
É só o que vai restar…
O amor e sua completa plenitude.

Antecipei este poema, eu ia escrevê-lo quando eu estivesse com mais ou menos 80 anos, mas como as palavras me foram surgindo… ai está…

abraços.

O que pretendo fazer com minha vida?

segunda-feira, 24 de março de 2008

O que pretendo fazer com minha vida? Uma questão enigmática e que provavelmente não ira me abandonar até os últimos dias de minha existência. Mas o que posso fazer para viver tranquilamente esta vida já cheia de tantos desafios e revés, tantas conseqüências não planejadas e tantas alegrias inesperadas, tudo misturado em um sentimento que não conseguimos distinguir em momento algum, não podemos tocar e na maioria das vezes sequer conseguimos descreve-lo e sendo assim considero falha a tentativa de se chegar à alguma conclusão sobre os sentimentos do homem, mas mesmo eu tendo esta consciência não vou desistir de buscar respostas para perguntas tão difíceis de serem respondidas e que me fazem refletir muito sobre os muitos perigos desta vida.
Não sei bem sobre o que estou escrevendo, as linhas vão se multiplicando e minha fase poética criativa finalmente parece estar voltando, após dois longos anos anti-poéticos à vontade e a necessidade de escrever se faz presente novamente, de forma que aqui estou escrevendo e querendo cada vez mais as coisas da vida e assim que deve ser enquanto por aqui estiver.

Minha vida é uma mistura de sentimentos,
Poéticos na sua totalidade,
Idealistas e realistas,
A vida toma forma distinta a cada instante,
Não voltaremos ao mesmo lugar,
Já não existe aquilo que passou,
E o que passou e ficou já mudou também,
Resta-nos apenas a idéia de que um dia aconteceu,
De que ficou gravado, e isto…
Ninguém pode roubar,
Ninguém pode ter acesso.
O avesso dos sentimentos cravados em nossas mentes,
Lembranças daquilo que passou,
Impulsionando aquilo que um dia virá,
Escravizando a vida, uma conseqüência de atos.
Mantendo as verdades intactas,
E a vida uma incógnita.

até logo.

Autopsicografia

segunda-feira, 10 de março de 2008

O poeta é um fingidor.
Finge tão completamente
Que chega a fingir que é dor
A dor que deveras sente.
E os que lêem o que escreve,
Na dor lida sentem bem,
Não as duas que ele teve,
Mas só a que eles não têm.
E assim nas calhas de roda
Gira, a entreter a razão,
Esse comboio de corda
Que se chama o coração.

Fernando Pessoa