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1. Todo Carnaval tem seu fim
(Marcelo Camelo)
2. A flor
(Rodrigo Amarante - Marcelo Camelo)
3. Retrato pra Iaiá
(Rodrigo Amarante - Marcelo Camelo)
4. Assim será
(Marcelo Camelo)
5. Casa pré-fabricada
(Marcelo Camelo)
6. Cadê teu suin?
(Marcelo Camelo)
7. Sentimental
(Rodrigo Amarante)
8. Cher Antoine
(Rodrigo Amarante - Felipe Abrahão)
9. Deixa estar
(Marcelo Camelo)
10. Mais uma canção
(Rodrigo Amarante - Marcelo Camelo)
11. Fingi na hora de rir
(Marcelo Camelo)
12. Veja bem meu bem
(Marcelo Camelo)
13. Tão sozinho
(Marcelo Camelo)
14. Adeus você
(Marcelo Camelo)
Bom, continuando a falar sobre Los Hermanos… O hermanítismo (perdoem o neologismo) tomou conta de mim e sendo assim, da discografia oficial fica faltando neste blog apenas o primeiro albúm da Banda lançado em 1999.
Bloco do eu sozinho. eu poderia simplesmente para aqui, o nome que intitula o segundo albúm da banda já diz muita coisa. O Bloco do eu sozinho vem mostrando ou se preferirem comecando a mostrar a verdadeira cara da banda com músicas mais bem trabalhadas, os metais continuam fortes porém mais melódicos e o HxCx já não é mais o motor propulsor da banda apesar de dar uma última respirada na penúltima faixa do albúm…
Todo carnaval tem seu fim… metais melódicos, e uma guitarra distorcida mostram como deve ser o albúm, a letra é muito bem escrita por marcelo camelo, e o refrão é muito, mas muito bom mesmo… o que este refrão faz em um show, é algo que não sei se consigo descrever, é como se o público tomasse conta do palco, não se vê los hermanos, se vê a emoção dopúblico ao cantar este refrão e não só isso, poucas vezes vi uma banda com um público tão fanático e tão fiel quanto o público do Los Hermanos (eu sou um deles, que vai ao show e volto afônico [rs]).
e o que dizer da música - A Flor - outra que faz o público desfalecer e voltar a realidade três vezes [rs], mas o principal é que Marcelo Camelo e Rodrigo Amarante pela primeira vez dividem os vocais e a composição da música e saiu o que saiu, uma música que tem os metais contagiando qualquer um, guitarras pesadas e um tamborim maneiro de fundo… adoro…
Retrato pra iaiá, não posso dizer outra coisa que não seja: a letra é fascinante a melodia completa a gostosa harmonia que esta música propõe e não só retrato pra iaiá, nesta mesma sintonia ainda temos, veja bem meu bem interpretada por camelo, que relata o relacionamente de alguém com a solidão, a voz calma e os metais (sim, mais uma vez os metais) são o que fazem a música ser o que é. Veja bem meu bem também foi interpretada pela Maria Rita e aconselho a vocês a escutarem também, a versão ficou ótima. Nesta mesma linha de músicas mais calminhas [rs] temos ainda Adeus você e sentimental, esta última surgiu como música de trabalho assim como Todo carnaval tem seu fim.
Bom e não é que temos também músicas mais descontraídas como Cher Antoine que ao meu ver tem uma pitada de experimentalismo, camelo canta boa parte da música em frances e apenas no final da música ele volta para nossa tão estimada língua Portuguesa. Cadê teu suim? - Letra super bacana, música quebrada, com as palvras fazendo a ligação entre uma frase e outra, muito boa e entra também assim o cher Antoine como uma música ireeverente não só pela música, mas sim pela criatividade de Marcelo Camelo e para fechar temos também - Mais uma canção - que mais parece música de ninar, uma flautinha doce sumpimpa, fazendo juz ao que a música me lembra, minha infância (e não me perguntem por que [rs]). Digo apenas que a música ficou muito boa com esta Faluta doce que dá uma ligeira desafinadinha que não sei se foi de propósito ou não. O resultado final ficou jóia, sem contar que me lembra uma marchinha para menores de 12 anos. [rs] muito boa.
Para finalizar temos casa pré fabricada e mais uma vez destaco a composição de marcelo camelo, que música bonita… e assim como - fingi na hora ri - me transmite algo como se fosse o sentimento magoado com tudo e com todos, letras bonitas, melodias pesadas e criatividade marcam o Bloco do eu sozinho.
Tão Sozinho? Não combina em nada com o albúm, deveria estar no Los Hermanos (1999) e não no bloco. Mas nada é perfeito…
Abraços.