Tema: ‘Filosofia’

AVISO IMPROTANTE

quarta-feira, 30 de dezembro de 2009

Caros Amigos, por algum motivo todos os arquivos hospedados no site foram apagados pelo easy-share, estou tentando resolver o problema o mais rápido possível.

Logo volto com novo provedor e novo endereço.
Não abandonem :)

Feliz Ano Novo

Olá, Voltei

sexta-feira, 17 de julho de 2009

Após um longo retiro amanhã volto com novidades…

abraços!

Maquiavel - O príncipe

quarta-feira, 12 de março de 2008

Olá a todos, venho por meio deste texto, colocar minha opinião introdutória sobre o texto “O príncipe” de Maquiavel, lembro a todos que o se seguirá abaixo é apenas um breve entendimento, em linhas bem gerais sobre a obra.

Maquiavel relata em seu texto “O Príncipe” a seguinte questão: como aquele que governa deve agir. E enumera através de vários capítulos o que o príncipe precisa fazer para que seu poder não seja ameaçado por ninguém. Quando digo, porém que Maquiavel relata o texto, não quero dizer que ele criou um sistema novo, pois os governantes já faziam há tempo o que ele descreveu em linhas, Maquiavel apenas transcreveu o que via e por fim acrescentou algumas coisas em uma determinada ordem de como as coisas devem ser feitas para que o príncipe alcance sucesso em sua empreitada no poder. Além de separar o texto por capítulos que mostra como se manter no poder.
Maquiavel separa a política dentro do homem mostrando que não podemos avaliá-lo como um todo, o homem público por vezes há de tomar atitudes ríspidas enquanto que como cidadão e cristão a mesma atitude talvez fosse recriminada. Pois bem, a política na visão de Maquiavel não é necessariamente moral ou imoral, primeiro por que a política não deve estar subordinada a moral pelo fato de que a mesma determina preceitos sobre o que é bem e o que é o mal, a moral cristã vai condenar aquilo que for feito e que não for bem visto pela igreja e pelo conceito que a sociedade possuí de “fazer o bem”. O governante não pode ter uma postura dessas no comando de seu governo porque poderia facilmente perder o controle da situação e inevitavelmente o príncipe haveria de perder o comando. O governante, portanto separa a política de sua moral cristã por que a política não se faz apenas agindo moralmente ou em outras palavras agindo bem. O príncipe tem que tomar decisões que façam bem para seu reinado, decisões que não ameacem o seu governo, às vezes o mal terá que ser feito para que a manutenção do principado seja mantida e este mal que vós digo só é mal para a moral cristã, pois para a política os conceitos de bem e mal são substituídos por agir corretamente e não agir corretamente, por vezes o que chamamos de mal pode significar uma benfeitoria para o governo, pode significar uma vitória em uma batalha, pode significar que o príncipe agiu corretamente.
Maquiavel ainda descreve no texto - “O príncipe” – dois conceitos chaves e essenciais para que o príncipe consiga se manter no poder estes conceitos são a virtú e a fortuna. A virtú é saber administrar o poder, saber tomar as decisões corretas para que o povo se sinta seguro em relação àquela pessoa que esta no comando do governo, a virtú é a vontade dirigida a determinado objetivo enquanto que a fortuna (sorte) pode ser boa ou má, no meu entendimento o essencial para que se tenha um governo sólido é a virtú pois como eu disse anteriormente a fortuna pode ser boa ou má, trazendo ao príncipe vantagens ou desvantagens. O que importa realmente em minha opinião é o príncipe possuir virtú é o principio básico para se governar.
O príncipe sempre tem que estar com o povo ao seu lado, vejo que o que está proposto aparentemente é um discurso onde mostra como o príncipe deve agir para que se tenha um bom governo, mostra também os discernimentos da política e de como um homem público deve agir, não seguindo preceitos morais e cristãos e sim agindo de forma perspicaz e eficiente mantendo desta forma um equilíbrio, criando condições de manter o povo sob controle e desta forma criar uma ordem estável para as coisas.
Percebi também que a noção de justiça, de se fazer o que é justo, não é bem vinda na obra de Maquiavel, se o príncipe agir de forma justa, corre grande risco de se perder durante o governo, pois ser justo pode ser em alguns casos, quebrar regras de conduta, deixar de punir, deixar que o povo tome decisões e isso para o príncipe não é nada viável.
Por fim, o príncipe me faz lembrar a política do pão e circo utilizada pelos romanos. Dêem pão e circo para o povo, isso preenche o tempo ocioso deles, além de dar a falsa impressão de que o governo está ao lado do povo, o que nem sempre é feito. Com efeito, Maquiavel como já disse anteriormente não criou um sistema político, o mesmo já existia e sempre foi praticado pelos governantes, e isto me faz pensar na seguinte pergunta: “O príncipe” foi escrito para o príncipe (mesmo ele (Maquiavel) sabendo que o mesmo já sabia como governar seu principado ou republica) ou “O Príncipe” foi escrito para que o povo entendesse como são manipulados e enganados pelo principado? Sobre está questão, eu suspendo o juízo.

espero que ajude.
Um abraço.

Os Jônios - Tales de Mileto

terça-feira, 12 de fevereiro de 2008

Olá
Pretendo dissertar aqui, um pouco sobre a Filosofia Pré-Socrática. Vou começar falando um pouco sobre Tales de Mileto, e aos poucos vou psotanto mais coisas sobre os filósofos que começaram a constituir o pensamento crítico filosófico.

Tales de Mileto

Provável escultura de Tales de MiletoO que sabemos sobre tales, se baseia em testemunhos de Aristóteles, Cícero, Estobeu, Simplício, Diógenes e por ai vai. Mas as informações que podemos atribuir algum valor vem de Aristóteles e ainda assim é passível de críticas.
Sobre Tales: Nasceu em 624, em Mileto; é tido como pai da escola jônia morreu entre 548 e 550. Foi Famoso como geômetra e como astrônomo. Previu o eclipse de 585. Foi um dos sete sábios da Grécia.

O que sabemos sobre tales se reduz a duas proposições:

1º A água é o principio das coisas.
2º Tudo está repleto de Deuses.

Vamos, portanto ver o que significam estas duas proposições.

A água é o principio das coisas.

Tales provavelmente deve ter observado que a água é a essência das coisas por que viu que os alimentos ingeridos pelos animais eram úmidos, que o corpo humano necessitava de água para se manter vivo, que tudo que morre resseca, que os próprios astros se nutrem de vapores úmidos. Talvez seja por estes motivos que tales tenha visto na água a essência e o fundo mesmo das coisas.

Como saíram as coisas da água?

Ficamos reduzidos a colocações sobre esta pergunta, Aristóteles deu a entender que os filósofos dinamistas fazem tudo sair de um princípio único. Neste caso, como tales atribui a água como princípio de todas as coisas se admite que esse princípio se dá por rarefação ou condensação, porém nada prova que tales fez realmente estas colocações, como já dito antes, o que sabemos sobre tales, sabemos através de outros filósofos, mas acredito que provavelmente ele tenha deixado esta questão no ar.

Vamos agora observar a 2° proposição:

Tudo é repleto de Deuses.

Segundo Aristóteles, Tales teria sustentado que a alma circula através do mundo, que o mundo é animado e é isso que ele teria entendido pelas palavras. Porém a idéia de alma no mundo é bem posterior à escola jônica. Tales ainda se prende as idéias da mitologia grega, qual a filosofia apenas começava a se desprender. Segundo ele, a água metamorfoseia-se à maneira dos deuses da mitologia, portanto ainda neste momento Tales utiliza a mitologia para procurar uma explicação para o princípio das coisas.

Finalizando Tales:

Antes de tales a água já era considera por teólogos como o principio das coisas, o que tales fez foi trazer a discussão para o campo científico. Quanto a sua segunda proposição Tales buscou a resposta na mitologia portanto vemos que nenhuma da duas idéias impostas por tales eram idéias novas, seu mérito foi apenas de dar uma forma cientifica para as coisas que antes eram puramente idéias teológicas.
Por tudo que Tales se propôs a fazer e a estudar, ele foi considerado o pai da filosofia.

Bibliografia:

Bérgson, Henry. “II – Os Jônios, Tales” in Cursos sobre a filosofia Grega. Tradução de Bento Prado Neto. São Paulo: Martins Fontes, 2005, p.190-191

espero que esta breve introdução ajudem a quem estiver entrando no mundo da historia da filosofia, ou para quem quiser saber um pouco mais sobre tales de mileto - “O pai da Filosofia”

Se quiser salvar este arquivo, Clique aqui e faça o download.

Abraços e até mais.

A Atitude Filosófica

terça-feira, 22 de janeiro de 2008

Estamos inseridos na sociedade e não há como fugir desta realidade, e mesmo que consigamos imaginar uma situação onde estaríamos completamente fora do círculo social no qual vivemos, ainda assim estaríamos inseridos no tempo, ou seja, interagindo com a natureza direta e indiretamente a todo instante, Visto isso me pergunto: De que forma e como aceitamos as coisas que nos são impostas? Independente de tudo, como aceitamos as coisas nos dias de hoje?
Tudo que nos cerca hoje em dia damos como que algo normal, algo que passa muitas vezes despercebido, pela repetição ou pela quantidade de vezes que determinado fenômeno ocorre em nossas vidas, porém convido vocês a irem um pouco mais além, buscar mesmo que timidamente, respostas que nos façam sair do comum, buscar novas realidades desconhecidas para nós até então. Mas então quer dizer que há realidades das quais não conhecemos? Somos seres humanos inseridos em uma sociedade que se sustenta de coisas óbvias?
Somos, infelizmente somos, vivemos hoje uma manipulação em massa, uma aniquilação cultural, onde temos como resultado um povo alienado que vive centrado no que podemos chamar de senso comum.
O fato de que a grande maioria da sociedade vive no senso comum não significa que este quadro possa ser alterado, só que para isso temos que tomar atitudes que nos façam pensar, refletir sobre tudo que é imposto para a sociedade e pela sociedade, quando aceitamos as coisas como elas nos chegam, sem questionarmos aquilo que nos foi colocado anteriormente, aceitando tudo como uma verdade absoluta, estamos com certeza longe de questionar sobre qualquer assunto, vamos simplesmente aceitar tudo que nos é imposto como pura verdade e ponto final?
Vimos, portanto que ficar condenado a viver no senso comum é estar condenado a viver sem poder colocar sua opinião para a sociedade, e isto não é bom, portanto temos que mudar esta postura para que possamos ser pessoas com opiniões próprias e que possamos formar opiniões fundamentadas, saindo desta forma daquilo que anteriormente nos parecia tão óbvio. Quando adotamos esta postura, estamos nos distanciando do senso comum, estamos começando a ter o que chamamos de atitude filosófica. Posso dizer que quando começamos a ter uma atitude filosófica, estamos caminhando para o distanciamento de tudo que antes era colocado como verdade, essa atitude filosófica que passamos a tomar, é buscar respostas, não aceitando tudo que nos é colocado pela sociedade e pela mídia (que é um grande manipulador de massa). Tendo este distanciamento das coisas, tornamos nosso pensamento mais crítico e menos manipulável.
Porém, para chegarmos a ter um pensamento crítico, temos que estar preparados para poder conversar sobre determinados assuntos, temos que estar preparados para que possamos opinar sem estarmos cometendo nenhuma falácia e, somente adquirindo conhecimento é que estaremos preparados para isso, seja como for, no dia-a-dia, nos estudos, nas próprias evidencias que o cotidiano nos apresenta todos os dias. O importante é que o distanciamento daquilo que é óbvio só nos faz bem, analisarmos as coisas, buscarmos as verdades ou pelo menos uma verossimilhança daquilo que buscamos como verdade.
O óbvio sempre vai existir assim como o senso comum, e não a como fugir deles, o que temos que fazer é buscarmos repostas mais concretas e para buscarmos isso vamos precisar de um pensamento crítico e analítico e este pensamento a filosofia com certeza nos ajuda a alcançar.