Maquiavel - O príncipe
Olá a todos, venho por meio deste texto, colocar minha opinião introdutória sobre o texto “O príncipe” de Maquiavel, lembro a todos que o se seguirá abaixo é apenas um breve entendimento, em linhas bem gerais sobre a obra.
Maquiavel relata em seu texto “O Príncipe” a seguinte questão: como aquele que governa deve agir. E enumera através de vários capítulos o que o príncipe precisa fazer para que seu poder não seja ameaçado por ninguém. Quando digo, porém que Maquiavel relata o texto, não quero dizer que ele criou um sistema novo, pois os governantes já faziam há tempo o que ele descreveu em linhas, Maquiavel apenas transcreveu o que via e por fim acrescentou algumas coisas em uma determinada ordem de como as coisas devem ser feitas para que o príncipe alcance sucesso em sua empreitada no poder. Além de separar o texto por capítulos que mostra como se manter no poder.
Maquiavel separa a política dentro do homem mostrando que não podemos avaliá-lo como um todo, o homem público por vezes há de tomar atitudes ríspidas enquanto que como cidadão e cristão a mesma atitude talvez fosse recriminada. Pois bem, a política na visão de Maquiavel não é necessariamente moral ou imoral, primeiro por que a política não deve estar subordinada a moral pelo fato de que a mesma determina preceitos sobre o que é bem e o que é o mal, a moral cristã vai condenar aquilo que for feito e que não for bem visto pela igreja e pelo conceito que a sociedade possuí de “fazer o bem”. O governante não pode ter uma postura dessas no comando de seu governo porque poderia facilmente perder o controle da situação e inevitavelmente o príncipe haveria de perder o comando. O governante, portanto separa a política de sua moral cristã por que a política não se faz apenas agindo moralmente ou em outras palavras agindo bem. O príncipe tem que tomar decisões que façam bem para seu reinado, decisões que não ameacem o seu governo, às vezes o mal terá que ser feito para que a manutenção do principado seja mantida e este mal que vós digo só é mal para a moral cristã, pois para a política os conceitos de bem e mal são substituídos por agir corretamente e não agir corretamente, por vezes o que chamamos de mal pode significar uma benfeitoria para o governo, pode significar uma vitória em uma batalha, pode significar que o príncipe agiu corretamente.
Maquiavel ainda descreve no texto - “O príncipe” – dois conceitos chaves e essenciais para que o príncipe consiga se manter no poder estes conceitos são a virtú e a fortuna. A virtú é saber administrar o poder, saber tomar as decisões corretas para que o povo se sinta seguro em relação àquela pessoa que esta no comando do governo, a virtú é a vontade dirigida a determinado objetivo enquanto que a fortuna (sorte) pode ser boa ou má, no meu entendimento o essencial para que se tenha um governo sólido é a virtú pois como eu disse anteriormente a fortuna pode ser boa ou má, trazendo ao príncipe vantagens ou desvantagens. O que importa realmente em minha opinião é o príncipe possuir virtú é o principio básico para se governar.
O príncipe sempre tem que estar com o povo ao seu lado, vejo que o que está proposto aparentemente é um discurso onde mostra como o príncipe deve agir para que se tenha um bom governo, mostra também os discernimentos da política e de como um homem público deve agir, não seguindo preceitos morais e cristãos e sim agindo de forma perspicaz e eficiente mantendo desta forma um equilíbrio, criando condições de manter o povo sob controle e desta forma criar uma ordem estável para as coisas.
Percebi também que a noção de justiça, de se fazer o que é justo, não é bem vinda na obra de Maquiavel, se o príncipe agir de forma justa, corre grande risco de se perder durante o governo, pois ser justo pode ser em alguns casos, quebrar regras de conduta, deixar de punir, deixar que o povo tome decisões e isso para o príncipe não é nada viável.
Por fim, o príncipe me faz lembrar a política do pão e circo utilizada pelos romanos. Dêem pão e circo para o povo, isso preenche o tempo ocioso deles, além de dar a falsa impressão de que o governo está ao lado do povo, o que nem sempre é feito. Com efeito, Maquiavel como já disse anteriormente não criou um sistema político, o mesmo já existia e sempre foi praticado pelos governantes, e isto me faz pensar na seguinte pergunta: “O príncipe” foi escrito para o príncipe (mesmo ele (Maquiavel) sabendo que o mesmo já sabia como governar seu principado ou republica) ou “O Príncipe” foi escrito para que o povo entendesse como são manipulados e enganados pelo principado? Sobre está questão, eu suspendo o juízo.
espero que ajude.
Um abraço.
Tags: maquiavel, O príncipe
sábado, 15 de março de 2008 @ 1:06 am
Bacana… Agora entendi o que quis dizer que tava meio “saturado” de Maquiavel!
Boa interpretação. Olha, sobre a última questão/ provocação cética: Catarina de Médicis leu Maquiavel, enquanto que a nação “brasilianus tupiniquins” lê “O Segredo” e ouve “Crew”. Hehehe!
Abraço.
quinta-feira, 8 de maio de 2008 @ 5:35 pm
Muito bom sua visão. caiu como luva para o trabalho que tenho que fazer.
sexta-feira, 9 de maio de 2008 @ 10:57 am
Espero que o texto ajude muito em seu trabalho.
t+
segunda-feira, 7 de julho de 2008 @ 1:36 pm
aprendi muito obrigada e parabens
quarta-feira, 23 de julho de 2008 @ 1:03 pm
eu quero saber qual era a linha filosofica adotada por maquiavel
si alguem poder me ajudar agradesso des de já
obrigada !!!
quarta-feira, 23 de julho de 2008 @ 1:04 pm
bande para meu e-mail rogeriobronizio@hotmail.com
sábado, 30 de agosto de 2008 @ 1:49 pm
Maquiavel nao tem uma linha filosófica definida. Ele cultua os grandes pensadores do mundo grego e romano. Por outro lado ele aplica um pragmatismo em sua visão de mundo.
quarta-feira, 3 de setembro de 2008 @ 2:05 pm
nossa gostei da sua visão dessa obra! Maquiavél pra mim era um “vilão da politica” ou melhor retrava o politico muito bem!
terça-feira, 23 de setembro de 2008 @ 7:31 pm
OTIMO APRENDI MUITO
BJOSSSSSSSSS
OBRIGADO
quinta-feira, 9 de outubro de 2008 @ 10:58 pm
ainda ficou um pouco vago para mim.Gostaria de saber se p/ Maquiavel o governante deveria não se contentar com a razão, tampouco com a moral sendo necessário combinar características; ter qualidades que o príncipe deve incorporar caso deseje se manter no poder e construir um Estado; ser virtuoso é ser também astucioso; ser velhaco, taiçoeiro e bom cristão? Tudo isso é para Maquiavel como um governante deve ser? Obrigada pela ajuda.
domingo, 4 de janeiro de 2009 @ 8:51 am
Estou envolvido na politica, e para mim explicou alumas atitudes que eu via e não entendia. Parabéns pelo resumo, foi de grande valia.
quarta-feira, 21 de janeiro de 2009 @ 3:14 pm
Muito bom seu texto e adiciono uma questão, a visão que que Platão tinha sobre o mundo das idéias é a mesma que Maquiavel teve sobre a moral e com isto foi revelado o que estava diante de todos a muito tempo, uma politica sem a moral.
Abs
terça-feira, 7 de julho de 2009 @ 6:27 pm
adorei obrigada !!!
domingo, 30 de agosto de 2009 @ 9:55 pm
Olá.
Gostaria de comentar apenas sobre a política do “Pão e do Circo” fazendo uma comparação com o sistema político mundial e aproveitar pra fazer uma crítica à obra “O Príncipe”, de Maquiavel.
Se associar-mos o sistema político citado por Maquiavel e o ato político atual, notaremos alguma semelhança nesse sentido, pois o sistema político para que seja mantido (como atual sistema capitalista) necessita do que Maquiavel descreve como Virtú e Fortuna, e para isso, tal sistema foge das leis morais e as vezes éticas do sistema natural de convivência entre a humanidade, provocando injustiças, guerras, conflitos, etc. Pois como cita Maquiavel, o importante é manter no governo estável, independente do resultado ético-humano-social. Tudo isso para que se possa ser mantido o poder do Príncipe de governar. Acontece que os atuais governos, em geral, não são voltados para o bem do povo. Apenas enganam o povo através da mídia, da caridade e do excesso de entretenimento (”Pão e Circo”) fornecidos pelo impenetrável sistema capitalista.
O povo, sendo este a única força capaz de derrubar os tantos “Príncipes” que hoje mal governam, em sua maioria, não percebe que é constantemente enganado pela massa de irformações. Tudo é bonito! Encantador! E pobrezinhas são as crianças que morrem famintas espalhadas pelo mundo. Mas esquecemos de que, quando é lançado um iPod novo, não podemos deixar de comprá-lo.
Desculpem pela bagunça de informações, mas acho interessante trocar algumas palavras.
Att,
Felipe B. Saullo.
“Cada um dos senhores deve reunir a coragem do leão e jamais sucumbir as ameaças de ninguém. O leão não teme a nenhum outro animal, nem tampouco seus filhortes temem.”
[Nitiren Daishonin]
“Se você é capaz de tremer de indignação a cada vez que se comete uma injustiça no mundo, então somos companheiros.”
[Ernesto Che Guevara]
sexta-feira, 25 de setembro de 2009 @ 3:39 pm
Boa tarde!
Gostaria de saber, com um pouco de URGENCIA hehehe o significado das frases:
”os fins justificam os meios..”
“Homens odenfem por medo ou por ódio..” e
“Um príncipe sábio deve observar modos similares e nunca, em tempo de paz, fcar ocioso.”
(Maquiavel)
Grata.. Camila
segunda-feira, 26 de outubro de 2009 @ 7:17 pm
Aê Marcela essa questao é para a prova da Ulbra….tô ligado