A Atitude Filosófica
Estamos inseridos na sociedade e não há como fugir desta realidade, e mesmo que consigamos imaginar uma situação onde estaríamos completamente fora do círculo social no qual vivemos, ainda assim estaríamos inseridos no tempo, ou seja, interagindo com a natureza direta e indiretamente a todo instante, Visto isso me pergunto: De que forma e como aceitamos as coisas que nos são impostas? Independente de tudo, como aceitamos as coisas nos dias de hoje?
Tudo que nos cerca hoje em dia damos como que algo normal, algo que passa muitas vezes despercebido, pela repetição ou pela quantidade de vezes que determinado fenômeno ocorre em nossas vidas, porém convido vocês a irem um pouco mais além, buscar mesmo que timidamente, respostas que nos façam sair do comum, buscar novas realidades desconhecidas para nós até então. Mas então quer dizer que há realidades das quais não conhecemos? Somos seres humanos inseridos em uma sociedade que se sustenta de coisas óbvias?
Somos, infelizmente somos, vivemos hoje uma manipulação em massa, uma aniquilação cultural, onde temos como resultado um povo alienado que vive centrado no que podemos chamar de senso comum.
O fato de que a grande maioria da sociedade vive no senso comum não significa que este quadro possa ser alterado, só que para isso temos que tomar atitudes que nos façam pensar, refletir sobre tudo que é imposto para a sociedade e pela sociedade, quando aceitamos as coisas como elas nos chegam, sem questionarmos aquilo que nos foi colocado anteriormente, aceitando tudo como uma verdade absoluta, estamos com certeza longe de questionar sobre qualquer assunto, vamos simplesmente aceitar tudo que nos é imposto como pura verdade e ponto final?
Vimos, portanto que ficar condenado a viver no senso comum é estar condenado a viver sem poder colocar sua opinião para a sociedade, e isto não é bom, portanto temos que mudar esta postura para que possamos ser pessoas com opiniões próprias e que possamos formar opiniões fundamentadas, saindo desta forma daquilo que anteriormente nos parecia tão óbvio. Quando adotamos esta postura, estamos nos distanciando do senso comum, estamos começando a ter o que chamamos de atitude filosófica. Posso dizer que quando começamos a ter uma atitude filosófica, estamos caminhando para o distanciamento de tudo que antes era colocado como verdade, essa atitude filosófica que passamos a tomar, é buscar respostas, não aceitando tudo que nos é colocado pela sociedade e pela mídia (que é um grande manipulador de massa). Tendo este distanciamento das coisas, tornamos nosso pensamento mais crítico e menos manipulável.
Porém, para chegarmos a ter um pensamento crítico, temos que estar preparados para poder conversar sobre determinados assuntos, temos que estar preparados para que possamos opinar sem estarmos cometendo nenhuma falácia e, somente adquirindo conhecimento é que estaremos preparados para isso, seja como for, no dia-a-dia, nos estudos, nas próprias evidencias que o cotidiano nos apresenta todos os dias. O importante é que o distanciamento daquilo que é óbvio só nos faz bem, analisarmos as coisas, buscarmos as verdades ou pelo menos uma verossimilhança daquilo que buscamos como verdade.
O óbvio sempre vai existir assim como o senso comum, e não a como fugir deles, o que temos que fazer é buscarmos repostas mais concretas e para buscarmos isso vamos precisar de um pensamento crítico e analítico e este pensamento a filosofia com certeza nos ajuda a alcançar.
Tags: atitude filosófica, falácias, Filosofia, óbvio, pensamento crítico, senso comum, verdades
terça-feira, 22 de janeiro de 2008 @ 2:23 pm
Fala chico, interessante o design e conteúdo.
Grande abraço
André
quarta-feira, 23 de janeiro de 2008 @ 11:16 am
Como ja disseram por ai…
“O carpiteiro esculpe madeira, o serralheiro metal e o filosofo esculpe a si mesmo.”
segunda-feira, 28 de janeiro de 2008 @ 2:39 pm
ADOREI!!!
Ficou mto bom.
bjo
terça-feira, 29 de janeiro de 2008 @ 12:22 am
É isso aí, Francisco.
Concordo com você!
Atitude filosófica para sairmos do marasmo do cotidiano e chegarmos um pouco além do pensamento comum.
A verdade absoluta, nunca encontraremos.
Porém, o mais perto dela, é onde eu quero estar.
Abraço!
domingo, 10 de fevereiro de 2008 @ 4:07 pm
Nos meus 33 anos, já me senti crucificado muitas vezes. Ainda me sinto, em outras tantas!
Também passei momentos em que encarnei o algoz, o dono da verdade.
Lá pelos anos de minha juventude, a objetividade e o exercício contínuo de tornar tudo prático, me davam uma certeza acabada das coisas. E todas as idéias que extrapolavam uma lógica - que agora considero bastante frágil e incipiente - eu atribuía à vontade; Força que movia o Universo, que seria Deus, um Deus diferente, mais chegado às exatas.
Agora, duvido primeiro de mim! A expectativa sobre a graduação em filosofia não está na descoberta de uma verdade mais apurada, como se eu fosse escalar a Árvore do Conhecimento… Ao invés disso, espero me afastar de alguns fantasmas, desacreditar em algumas mentiras, desconfiar de outras propostas. Aprender a pensar, nem que seja pensar em algo e descobrir, mais tarde, que era algo errado.
O exercício da filosofia é, assim, a maior verdade - relativa (?) - que posso almejar.
quinta-feira, 3 de abril de 2008 @ 10:13 pm
muito bom
me chamou muita atenção!!!!!!!
sábado, 21 de fevereiro de 2009 @ 6:15 pm
Apesar de só existirem verdades relativas, há algumas cuja a relatividade abrange a todos, de tal forma que por mais que não exista “verdades absolutas”, são assim que são impostos determinados sistemas a sociedade. A fuga e/ou o questionamento, pode nos levar a marginalização. A massa (na verdade as formas de poder que a controla) sempre exclui e marginzalia aquele que pensa e age de forma autêntica. É o preço que se tem a pagar por se um autêntico pensador e agente transformador de uma realidade que priva as pessoas de terem liberdade.
Minha visão é escurecida pelo pessimismo, não por eu querer isto, mas por assim as coisas se apresentarem. Talvez haja formas de se ouvido por algum círculo social que possa fazer transformações, porém quando começa a incomodar os que tem poder, fica complicado uma luta justa. Aí voltamos ao ponto da marginalização, da exclusão social, que não se limita a livres pensadores…
sábado, 21 de fevereiro de 2009 @ 6:16 pm
Sim!… E seu texto ficou massa!
quarta-feira, 24 de junho de 2009 @ 9:44 pm
A busca incessante pela compreensão da realidade motiva e instiga o homem a desenvolver suas capacidades e adquirir novos conhecimentos que antes por inúmeros motivos eram privados de nosso alcance…
E quando se alcance essa tal “nova realidade” nos abre portas e nos faz ver o mundo de outras formas mais próximas de serem as mais corretas..
A medida que o homem apresentar a tal “Atitude Filosófica” certamente sua criatividade e discernimento para viver com maior êxito em seu convívio social serão melhorados…
segunda-feira, 10 de agosto de 2009 @ 12:17 am
Bom, a postagem é antiga, porém é a primeira vez que venho neste blog e este post me chamou muito a atenção.
Já faz algum tempo que venho me questionando sobre a verdade e a mentira. O que seja isso?
Verdade é aquilo que todos concordam, e a mentira é aquilo que uma pessoa toma da coragem pra exercê-la? É difícil saber disso.
Mas como você citou no texto, muitas vezes ficamos às margens por aceitarmos sem questionarmos. Fazemos uma vontade que o sistema nos impõe, de maneira- que muitas vezes- é esmagadora.
A verdade absoluta não há. Existe apenas uma convicção de uma conduta social duopolizada à media boa e também ruim.
Abraços, gostei muito do blog.
segunda-feira, 24 de agosto de 2009 @ 1:41 am
Muito inteligente esta tese. Pois me faz perceber quase tudo que venho a fazer seja induzido pelo senso comum, a insegurança por exemplo, deixar de fazer alguma coisa por que acha que a sociedade não vai gostar, se importar do que realmente pensam de você, o que me indaga muito.
Mas é a propria sociedade que tambem nos faz enxergar que não devemos aceitar qualquer coisa, que questionar é sempre bom, seja algo veridico ou não.
Mas é isso o que me faz pensar, viver o padrão nem sempre é agradavel.
Gostei muito do artigo.
Abraços.